A Polícia Civil da Paraíba e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Frota Fantasma, que investiga um possível esquema de desvio de combustível na Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP).

As investigações começaram após a própria SEAP identificar indícios de irregularidades nos registros de abastecimento de veículos e equipamentos vinculados à Secretaria, por meio dos mecanismos internos de fiscalização e controle.

Durante a apuração, foram encontrados registros de abastecimentos atribuídos a veículos que estariam quebrados e fora de uso. Também foram identificados lançamentos relacionados ao abastecimento de geradores de unidades prisionais que, segundo os elementos reunidos na investigação, não teriam sido abastecidos.

As irregularidades teriam ocorrido durante um período de aproximadamente um ano. Conforme a investigação, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de cerca de R$ 800 mil.

A ação é realizada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (GAECO/MPPB).

As apurações também apontaram um servidor vinculado ao setor de transportes da SEAP como suspeito de envolvimento nas práticas investigadas.

Após a própria Secretaria identificar as possíveis irregularidades, o servidor foi afastado de suas funções.

Durante a Operação Frota Fantasma, foram cumpridos 10 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa e Teixeira.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas de bloqueio e sequestro judicial de bens. As ações têm como objetivo reunir novos elementos de prova e preservar patrimônio para um eventual ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.

A ação contou com o apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (UNINTELPOL), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Delegacia Especializada de Combate à Circulação e Comercialização Ilegal de Arma de Fogo, Munições e Explosivos (DESARME).

Também participaram da operação a Receita Federal do Brasil e a Controladoria-Geral do Estado da Paraíba.

A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento. Novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer completamente os fatos e identificar a participação dos envolvidos.