Entregadores por aplicativo de Campina Grande anunciaram uma paralisação para esta quinta-feira (15/10) em protesto contra os valores pagos por corridas e mudanças nas políticas de trabalho do iFood. A mobilização ocorre após a chegada da modalidade Mais Entregas à cidade, novidade que provocou insatisfação entre trabalhadores que atuam na plataforma.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o representante da categoria afirmou que os trabalhadores estão mobilizados e defende o estabelecimento de um valor mínimo de R$ 7,50 por corrida. Segundo ele, há entregadores recebendo ofertas de apenas R$ 3,30, quantia considerada insuficiente pelos trabalhadores para cobrir os custos da atividade.
“Não podemos rodar corridas abaixo de R$ 7,50. O iFood está querendo nos fazer de escravos, está querendo fazer toda essa galera de escravo. Não vamos deixar passar”, declarou o representante, ao convocar os profissionais para aderirem ao chamado “breque” na cidade.
O porta-voz também afirmou que a insatisfação não se restringe a um grupo específico e que entregadores de diferentes pontos de Campina Grande estão unidos na mobilização. Entre as reivindicações, estão a revisão dos valores pagos pelas entregas e a abertura de diálogo com a empresa para buscar uma solução para as queixas da categoria.
“Todo dia um guerreiro se prejudica sem conseguir levar nada para casa. Como é que fica essa situação? Vamos ajudar, vamos resolver isso. Não podemos aceitar motoboy rodando aqui dentro a R$ 3,30”, afirmou.
Mais Entregas
O Mais Entregas é uma modalidade logística opcional oferecida pelo iFood aos entregadores parceiros, com uma dinâmica diferente do modelo tradicional, conhecido como Nuvem. A proposta é oferecer maior previsibilidade de demanda e remuneração, permitindo que os profissionais reservem períodos e regiões de atuação de sua preferência.
Nesse formato, o pagamento é composto por um valor fixo referente ao período reservado, valores adicionais pelos pedidos realizados e eventuais incentivos. A modalidade também prevê um valor mínimo quando a demanda fica abaixo do esperado, proporcionalmente ao cumprimento dos requisitos estabelecidos.
A chegada do modelo a Campina Grande foi apontada pelo representante dos motoboys como o estopim para a mobilização anunciada. Os trabalhadores, porém, também manifestam insatisfação com os valores oferecidos por corrida e com a falta de promoções e incentivos, segundo o relato divulgado.
PortalDaCapital






