O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) e da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, participou, em Recife, de uma reunião realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), relacionada ao trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina. Representando a indústria regional no evento, o presidente acompanhou a apresentação, realizada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), de um estudo técnico que reforça a viabilidade socioeconômica do trecho da ferrovia que conecta Salgueiro ao Porto de Suape.
Liderado pelo presidente da FIEPE, Bruno Veloso, o encontro na Casa da Indústria de Pernambuco reuniu representantes do setor produtivo, lideranças políticas e instituições voltadas ao desenvolvimento regional para discutir os impactos da ferrovia e fortalecer a articulação em torno da retomada das obras do trecho da Transnordestina no estado, considerado estratégico para a integração logística da região. O estudo apresentado pela Sudene será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) como parte dos subsídios técnicos destinados a demonstrar a viabilidade do empreendimento e contribuir para a retomada da obra.
Durante a reunião, o presidente Cassiano Pereira destacou que a mobilização em torno da Transnordestina ultrapassa os interesses de um único estado e reflete um compromisso coletivo com o desenvolvimento da região.
“A Nordeste Forte representa todos os estados da nossa região e, com esse empenho, trabalhamos para que possamos chegar, o mais rápido possível, a essa liberação para o trecho de Pernambuco. No momento em que estiverem interligados os estados do Ceará, Piauí e Pernambuco, os demais estados também poderão ser beneficiados. O Nordeste não é problema, o Nordeste é solução, e é com a Transnordestina que conseguiremos avançar ainda mais”, enfatizou o presidente, ao destacar, durante a reunião, que o TCU marcou para o dia 15 de julho o julgamento do processo que pediu a suspensão da liberação de recursos federais para as obras do trecho pernambucano.
Durante a reunião, a Sudene apresentou dados atualizados que apontam benefícios econômicos e sociais expressivos com a conclusão do trecho Salgueiro–Suape. O levantamento estima um retorno social superior a R$ 4 bilhões ao longo das próximas décadas, além de impactos positivos sobre a atividade econômica, a geração de empregos, a competitividade industrial e a integração entre as cadeias produtivas do Nordeste.
“A Transnordestina é importante porque traz desenvolvimento, inclusão social, emprego e geração de riqueza. Nós temos o apoio da Associação Nordeste Forte, e esse trabalho que nós temos feito para viabilizar o trecho de Pernambuco tem algo que a gente pensa e sonha: que possamos não só interligar Salgueiro-Suape, mas também interligar com a Paraíba e com Alagoas. E nós, da Sudene, quando fazemos isso, estamos trabalhando para o desenvolvimento regional”, destacou o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre.
O presidente da FIEPE, Bruno Veloso, avaliou que o apoio das entidades industriais da região, como a Associação Nordeste Forte, reforça a defesa da retomada das obras.
“A presença do presidente Cassiano aqui, apoiando essa iniciativa e mostrando a necessidade dessa união, demonstra seu protagonismo e sua liderança como presidente da Nordeste Forte. A ferrovia é fundamental para o Porto de Suape, é fundamental para toda a indústria pernambucana, mas também é muito importante porque ela vai interligar todo o Nordeste, ou seja, é uma ferrovia que vai interligar todas as capitais da região a partir de Suape”, afirmou Bruno Veloso.






