A prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), realizou na noite desta terça-feira, 5 de maio de 2026, o evento “Equidade Racial na educação: caminhos para a garantia de direitos”, marcado, inicialmente, por uma apresentação cultural com os estudantes da escola Municipal Ageu Genuino, seguido da apresentação dos professores do projeto Capoeira nas Escolas, uma palestra com a professora da Universidade Federal da Paraíba, Andréia Giordanna, e a apresentação do protocolo antirracista da rede municipal de ensino.

O Protocolo Antirracista é um instrumento pedagógico e formativo que tem como principal objetivo prevenir e enfrentar o racismo no ambiente escolar. O documento orienta toda a comunidade escolar sobre como identificar situações de racismo e como agir de forma responsável, acolhedora e respeitosa. O protocolo também estabelece caminhos seguros para o atendimento às vítimas e reforça o compromisso de gestores, professores, estudantes e famílias na construção de uma educação mais justa.

Para o secretário de Educação, Raymundo Asfora Neto, o protocolo representa uma forma de documentar uma série de medidas e posturas que devem ser adotadas em todas as unidades da Rede Municipal.

“Campina Grande desde 2021 criou a coordenação étnico-racial dentro da educação com esse enfoque para pensar na nossa grade curricular o que fazer enquanto poder público para contribuir nesse debate destinado a combater as desigualdades e os preconceitos. Então é isso que vem sendo feito e mais um passo importante hoje é o detalhamento desse protocolo anti-racista feito por essa coordenação com ajuda de diversas mãos, inclusive da palestrante, a doutora Andréia, que é professora da Universidade Federal da Paraíba e é especialista no assunto. Portanto, é um passo importante na construção de uma cidade menos desigual e mais justa que não faça acepção de pessoas”, disse o secretário.

O evento teve na programação a palestra magna, com o tema ‘Equidade Racial na Educação Básica: compromisso ético, político e pedagógico’, apresentada por Andréa Giordanna Araujo da Silva, docente do Departamento de Fundamentação da Educação da Universidade Federal da Paraíba.

“Quando se fala de equidade, a gente tá pensando na possibilidade de práticas sociais justas, além de relações mais afetivas e sentimentos mais saudáveis em relação às pessoas. Então acho que a nossa palestra hoje tá falando disso: vivência social com mais afeto, mais harmonia e principalmente conhecimento. Busca-se uma produção científica cada vez mais ampliada em relação às relações étnico-raciais na perspectiva da gente conseguir ter práticas nas escolas e na sociedade em que as pessoas identifiquem situações de desigualdade ou de exclusão e façam uma intervenção imediata”, destacou a palestrante.