Israel realizou nesta quarta-feira (8) seu maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra contra o Hezbollah, lançando uma série de bombardeios aéreos sem aviso prévio sobre Beirute, a capital libanesa, e outras regiões do país, atingindo mais de cem alvos. De acordo com agências de notícias internacionais, o ataque deixou centenas de mortos e feridos.

Aviões de guerra destruíram vários prédios no centro da capital sem qualquer alerta, enchendo o céu de fumaça e o som de sirenes, enquanto ambulâncias seguiam para os locais atingidos. As ruas de Beirute ficaram repletas de carros destruídos pelas explosões e de escombros em chamas de edifícios que equipes de resgate tiveram dificuldade para conter.

Hospitais libaneses fizeram um apelo urgente por doações de sangue diante da expectativa de grande número de feridos, enquanto o Ministério da Saúde pediu que a população “desocupasse as ruas” para permitir a passagem de ambulâncias. Não há um número exato de vítimas, mas a Cruz Vermelha Libanesa descreveu “um enorme número de mortos e feridos”.

Israel afirmou que os ataques foram “a maior ofensiva coordenada visando mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah”, acrescentando que a maior parte da infraestrutura atingida estava “no coração da população civil”.

Cessar-fogo
Israel realizou ataques no sul do Líbano apesar de um cessar-fogo intermediado entre Estados Unidos e Irã, que não inclui o território libanês, segundo autoridades israelenses. O acordo prevê uma trégua de duas semanas voltada à redução das tensões entre Washington e Teerã, mas Israel afirma que continuará suas operações contra o Hezbollah no Líbano, por considerar o grupo uma ameaça direta.

O Hezbollah, aliado do Irã, indicou que suspendeu ataques contra Israel em respeito à trégua, mas alertou que a continuidade das ofensivas israelenses pode levar a uma nova escalada do conflito.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a trégua de duas semanas “não inclui o Líbano”, enquanto o chefe das Forças Armadas disse que o país continuará a atacar “com determinação”.

Irã e Paquistão disseram que o cessar-fogo incluiria o Líbano, contrariando Israel, enquanto os Estados Unidos ainda não se pronunciaram. O Hezbollah afirmou que respeitaria a trégua caso Israel interrompesse os ataques, e o deputado Ibrahim Moussawi alertou que o grupo e o Irã retaliariam se as ofensivas continuassem.

Band/Uol