O acirramento do conflito no Oriente Médio desencadeou, desde o último final de semana, o maior transtorno na aviação civil mundial desde a pandemia de Covid-19. Mais de 8 mil voos foram cancelados em todo o mundo após o fechamento de espaços aéreos estratégicos e ataques diretos a infraestruturas aeroportuárias. Os terminais de Dubai e Abu Dhabi foram atingidos por mísseis, resultando na interrupção imediata das operações.

A região afetada é considerada o maior hub de conexões aéreas do planeta, situada em uma posição geográfica privilegiada entre a Europa, a Ásia e a África. Essa característica torna o Oriente Médio o corredor ideal para voos de longa distância, conectando o Ocidente ao Oriente. Com a eclosão dos combates, o tráfego intenso observado até a última sexta-feira deu lugar a um “buraco” nos radares de monitoramento, evidenciando o bloqueio das rotas comerciais.

No Brasil, o impacto foi sentido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o principal terminal do país. Segundo a administração do aeroporto, 24 voos com destino à região foram cancelados desde sábado, sendo 12 apenas nesta segunda-feira (2).

Impactos operacionais e econômicos
O fechamento do espaço aéreo criou o que especialistas chamam de “muro invisível” para a aviação global. De acordo com a análise técnica apresentada no Jornal da Band, a situação é classificada como catastrófica para o setor. As companhias aéreas são obrigadas a buscar rotas alternativas mais longas, o que eleva drasticamente o consumo de combustível e os custos operacionais, refletindo-se no preço das passagens e do transporte de cargas.

Cancelamentos: Mais de 8 mil voos suspensos globalmente desde sábado.
Brasil: 24 voos cancelados em Guarulhos.
Dubai: O maior aeroporto da região amanheceu vazio nesta segunda-feira.
Mercado financeiro: As ações das principais empresas aéreas registraram queda acentuada nas bolsas de valores.
A crise também atinge o setor de turismo marítimo. Em Dubai, passageiros de navios de cruzeiro, incluindo um grupo de brasileiros, permanecem retidos em embarcações atracadas no porto da cidade, aguardando a reabertura do espaço aéreo para retornarem às suas casas. O avanço das hostilidades sugere novos prejuízos para o transporte internacional de passageiros e para a logística global de suprimentos.

BAND/UOL