O Brasil alcançou neste sábado, 7, seu recorde de medalhas na história de uma edição de Jogos Paralímpicos. O país chegou aos 77 pódios em Paris 2024, superando os 72 conquistados no Rio-2016 e em Tóquio-2020. E já são mais quatro medalhas certas no judô, totalizando 81 garantidas, e confirmando a maior campanha de todos os tempos.
Com as medalhas conquistadas até o início da tarde de hoje, totalizamos 85, e confirmamos a maior campanha de todos os tempos. O Brasil tem 23 medalhas de ouro, 25 de prata e 37 de bronze.
O recorde chegou no pódio duplo nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais). O fluminense Ricardo Mendonça ganhou a medalha de prata, e o paulista Christian Gabriel ficou com o bronze, ultrapassando as 72. O Brasil havia terminado a sexta-feira, 6, com 70 pódios – antes, já neste sábado, Rayane Soares havia conquistado o ouro nos 400m T13 .
A primeira vez que o Brasil ganhou medalha em Jogos Paralímpicos foi em Toronto 1976, uma prata. A dupla formada por Robson Almeida e Luiz Carlos Costa ficou com a prata no Lawn Bowls, um esporte semelhante à bocha.
Neste sábado, a paulista Rebeca Silva, 23, conquistou a medalha de ouro da categoria acima de 70kg para atletas J2 (baixa visão) neste sábado, 7, encerrando a participação brasileira na modalidade. O título também garantiu a 22ª medalha dourada do Brasil na França, igualando o recorde de ouros do país obtido nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (número já superado com a vitória da velocista Jerusa Geber nos 200m da classe T12, para atletas cegos)..
O resultado veio com vitória sobre a cubana Sheyla Hernandez Estupinan por ippon na final. A conquista garantiu a oitava medalha do judô brasileiro nos Jogos deste ano, a quarta de ouro. O país também obteve duas pratas e um bronze.
Rebeca, estreante em Jogos, tem deficiência visual em razão de uma condição congênita. Ela tinha como principais títulos um bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, em 2023, e um bronze no Mundial de Baku, no Azerbaijão, em 2022.
“Eu não acredito ainda. Passei por muitas coisas que só minha família sabe e me dá muito orgulho ganhar essa medalha com eles aqui presentes. Na minha cabeça, só vinha a frase ‘não desista, vá até o final’. Fiz isso e hoje sou campeã paralímpica”, comemorou a atleta.
O bronze do paulista André Rocha, no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem em cadeiras de rodas) em Paris, no domingo, 1, foi a medalha de número 400 do Brasil nos Jogos Paralímpicos.
Halterofilismo
A paulista Mariana D’Andrea, 26, conquistou a medalha de ouro no halterofilismo, na categoria até 73kg. Assim, a atleta brasileira garantiu o bicampeonato paralímpico – ela já havia vencido em Tóquio 2020.
Para vencer a prova, Mariana levantou 148kg, o novo recorde paralímpico. Ela superou Ruza Kuzieva, do Uzbequistão, que levantou 147kg e ficou com a medalha de prata, e a turca Sibel Cam, que levantou 120kg e ganhou com o bronze
Atletismo
A corredora maranhense Rayane Soares, 27, se tornou campeã paralímpica ao vencer os 400m da classe T13 (deficiências visuais) no atletismo. Além da medalha de ouro, Rayane quebrou o recorde mundial da prova, uma marca que durava desde 1995.
Rayane completou o percurso em 53s55, superando os 54s46 da estadunidense Marla Runyan, que durava desde 2 de janeiro de 1995, há quase 30 anos. A prata neste sábado, no Stade de France, ficou com Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, que completou a prova em 55s09, e o bronze ficou para a portuguesa Carolina Duarte, com o tempo de 55s52.
O Brasil teve um pódio duplo nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais). O fluminense Ricardo Mendonça ganhou a medalha de prata, e o paulista Christian Gabriel ficou com o bronze.
O sul-mato-grossense Paulo Henrique dos Reis conquistou a medalha de bronze no salto em distância T13 (deficiência visual). Com o seu melhor salto em 7,20m, a sua melhor marca na temporada, ele garantiu o terceiro lugar no pódio. Paulo Henrique é estreante em Jogos.
O gaúcho Wallison Fortes avançou à final dos 200m T64 (amputados de membros inferiores com prótese). Ele chegou na terceira colocação na sua bateria, com o tempo de 22s81, o terceiro melhor das eliminatórias. A final acontece às 14h51 (Brasília) deste sábado.
O paulista Eduardo Pereira, estreante em Jogos, ficou na sexta colocação na final do arremesso de peso F34 (paralisados cerebrais). Ele teve como melhor arremesso 11,03m. O vencedor da prova foi o colombiano Mauricio Valencia, com 11,71m.
Judô
O Brasil já tem quatro medalhas garantidas no judô, neste sábado, com quatro lutadores que foram para a final. O gaúcho Marcelo Casanova ainda pode ganhar mais uma, a quinta, na disputa pelo bronze contra Simone Cannizzaro, da Itália, na categoria até 90kg da classe J1 (cegos totais ou com percepção de luz) – veja mais abaixo os finalistas e os adversários.
O Brasil já tem, portanto, sete medalhas garantidas no judô em Paris 2024. A paulista Alana Maldonado foi ouro na categoria até 70 kg da classe J2 (atletas que conseguem definir imagens), a carioca Brenda Freitas foi prata na categoria até 70 kg da classe J1, e a potiguar Rosicleide Andrade foi bronze na categoria até 48kg na classe J1.
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