Um dos ex-funcionários da empresa de criptoativos Braiscompany e suspeito de participar do esquema de golpe financeiro investigado na operação Halving vai ser extraditado da Argentina para o Brasil. O homem, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do esquema, foi preso em junho em Puerto Iguazú, na região da fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná.
O acordo de extradição foi assinado na segunda-feira (4), de acordo com informações publicadas no site do Ministerio Público Fiscal (MPF) da Argentina.
O suspeito, cujo nome não foi divulgado, foi preso em 23 de junho, junto a outros dois ex-funcionários da Braiscompany. Os três estavam foragidos da Operação Halving, que investigou a empresa sediada em Campina Grande. As prisões aconteceram graças ao serviço de inteligência da Polícia Federal da Paraíba.
De acordo com as provas apresentadas no processo de extradição, ele teria cometido fraudes por meio de um esquema de pirâmide financeira – chamado “Esquema Ponzi” – com criptoativos. Para as autoridades brasileiras, o acusado atuou como corretor da empresa. O arguido interveio no marketing e em algumas operações comerciais da empresa, para a qual publicou vídeos no canal YouTube – denominado “braisnews” – e que confirmaram a sua participação na divulgação da manobra.
Após a perpetração do golpe, o acusado fugiu para a Argentina por via terrestre junto com outros membros da organização. Em virtude disso, a 4ª Seção Federal – Campina Grande, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região do Brasil determinou a captura internacional da pessoa procurada. Por via diplomática, o Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina recebeu o pertinente pedido formal de extradição.






