A Polícia Civil realizou uma operação, em parceria com a Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a UNINTELPOL, nessa quarta-feira (07), que resultou na prisão de Juninho Cavanhaque, líder de uma facção criminosa suspeita de praticar crimes violentos na região da Comunidade Irmã Dulce e áreas adjacentes, em João Pessoa.

Estão sendo apurados diversos homicídios, alguns deles, aplicados com extrema violência como decaptações e outros métodos de execução e ocultação de cadáveres. Os suspeitos estariam envolvidos em diversos desaparecimentos, a exemplo do Cabo César, da Polícia Militar, visto pela última vez em 12 de fevereiro de 2026.

O delegado Hector Azevedo afirmou que a organização criminosa é investigada por cerca de 12 homicídios e desaparecimentos. Durante as investigações, foi constatado que todos eles foram praticados no mesmo contexto e pela mesma facção criminosa. Foram expedidos 16 mandados e prisão, além de 13 de busca.

O grupo investigado teria criado uma estrutura de domínio territorial e social na região, com divisão de funções entre os integrantes e o uso de recursos para dificultar a ação das forças de segurança. A suspeita é que que eles teriam realizado diversas ameaças, violência armada e até sistemas clandestinos de monitoramento para controlar a movimentação dos moradores, os intimidando, e afastando os indivíduos contrários aos interesses do grupo.

Juninho Cavanhaque foi preso no bairro de Mangabeira e, contra ele, foi cumprido um mandado de organização criminosa e um homicídio. A pena é de 21 anos de prisão.

 

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