O governo federal anunciou nesta terça-feira (27) a prorrogação por mais 30 dias do subsídio de R$ 2,12 por litro do diesel rodoviário. A medida busca reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre o mercado brasileiro e preservar as condições de importação do combustível.
A renovação será formalizada por meio de portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. O prazo anterior do benefício terminou na segunda-feira (26).
Segundo informações divulgadas sobre a medida, a prorrogação tem custo estimado em R$ 10,5 bilhões para os próximos 30 dias. O governo, por sua vez, afirma que a renovação mantém o impacto fiscal da subvenção que já estava em vigor, sem ampliar o custo em relação ao benefício anterior.
Como é composto o subsídio ao diesel?
O valor de R$ 2,12 por litro é formado por duas parcelas. A primeira, de R$ 1,12, foi criada em maio de 2026. Em setembro, o governo acrescentou mais R$ 1 por litro diante do agravamento das tensões no mercado internacional de combustíveis.
De acordo com o governo, a prorrogação não representa um aumento do benefício, mas mantém o valor total que já era concedido. Sem a renovação, o subsídio poderia ser reduzido com o fim da vigência da medida anterior.
Alta do petróleo motivou a decisão
A continuidade da subvenção foi justificada pela volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis, em meio às tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência mundial, estava próximo de US$ 110 nesta terça-feira (27), segundo as informações divulgadas.
O diesel tem papel importante na economia brasileira, principalmente por ser utilizado no transporte de cargas. Além disso, o país depende de importações para atender parte do consumo interno, o que deixa o mercado nacional exposto às oscilações internacionais do petróleo e do dólar.
Com a prorrogação, o governo pretende reduzir os efeitos dessas variações sobre o abastecimento e os preços do combustível no Brasil.






