O bilionário Elon Musk, dono do X, questionou o resultado das eleições no Brasil, que reelegeram no domingo (25/10) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78%, contra Flávio Bolsonaro (PL), com 48,22% dos votos válidos. Para Musk, os números que deram a vitória ao petista não estariam de acordo com comparações feitas ao desempenho dos dois candidatos no primeiro turno, etapa em que Flávio venceu por 51,31%.

“Conta não fecha”, escreveu Musk, ao compartilhar publicação no X que mostra desempenhos dos então candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, nos dois turnos da votação. “1º turno — Bolsonaro: 56,1 milhões de votos. Lula: 53,9 milhões de votos. 2º turno: Lula: 64,1 milhões de votos (+10,2 mi), Bolsonaro: 59,8 milhões de votos (+3,7 mi). Para ter uma ideia do quão improvável isso é: todos os candidatos eliminados do primeiro turno tinha 9.33 milhões de votos juntos”, dizia o post compartilhado pelo dono do X.

O entendimento de a conta “não fechar” nas eleições brasileiras não consideraram a redução da abstenção no segundo turno e a entrada de novos votos a Lula que partiram de eleitores que apertaram branco ou nulo no primeiro turno.

A publicação do dono do X em questionar a validade das eleições brasileiras ocorreu um dia após o presidente do Brasil reeleito, Lula, projetar interesse em regulamentar as redes sociais e big techs no próximo mandato.

Segundo o presidente, essas empresas atuaram durante a campanha contra sua candidatura e em favor de Flávio Bolsonaro. “Teríamos que vencer a intromissão vinda de fora através das plataformas digitais. Nós vamos ter que regular. Não é possível que não tenhamos consciência de que o crime no mundo digital tenha que ser tratado como crime cometido na vida real”, afirmou, em seu discurso de vitória nas urnas.

Advogado de Trump questiona eleições

O advogado Martin De Luca, que representa a empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) em prorrogar o horário das eleiçoes brasileiras pode impactar no reconhecimento dos EUA dos resultados das urnas, que deram a reeleição a Lula.

“Há uma preocupação crescente no Brasil de que os EUA e outros países possam não reconhecer o resultado do pleito, diante das graves irregularidades que vieram à tona no momento do encerramento da votação”, escreveu o advogado, em seu perfil no X. Além da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, em prorrogar o horário de fechamento da urnas para às 19h deste domingo, De Luca citou o fato de o opositor de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), não ter reconhecido o resultado do pleito.

CorreioBraziliense