O Programa Ruanda, promovido pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), vem atuando de forma consistente na promoção da cidadania, inclusão social e preservação dos direitos das crianças e adolescentes. Uma das ferramentas utilizadas são as oficinas educativas. As atividades têm como objetivo a prevenção quanto a possíveis situações de risco social em comunidades de maior vulnerabilidade.

“É um trabalho feito com muito cuidado. Os temas das oficinas são definidos de acordo com a realidade que identificamos nas comunidades. Tentamos contribuir e terminamos aprendendo bastante sobre as situações de cada pessoa. Trazemos lições para as nossas próprias vidas”, afirmou Tamires Raiane, educadora social.

No primeiro semestre deste ano, 14 oficinas foram realizadas pela equipe do Ruanda, formada por profissionais de Psicologia, Pedagogia, Assistência e Educação Social. As ações são realizadas quinzenalmente no bairro do Centenário, na comunidade conhecida como “Favela do Papelão”, no conjunto Major Veneziano e no Complexo Habitacional Aluízio Campos.

“Na Favela do Papelão, por exemplo, temos adolescentes, que já são mães, participando das oficinas. Elas frequentam as atividades junto com os filhos. Realizamos um trabalho com atenção e acolhimento a essas famílias. Procuramos conhecer, principalmente, as realidades para melhor ajudar”, enfatizou Océlia Barros, coordenadora do Programa Ruanda.

Ao longo desta semana, foram realizadas duas oficinas. Na última quarta-feira, 26/08, o tema “Valores” foi tratado na Favela do Papelão, abordando respeito, empatia e comportamento em uma convivência social pacífica, ética e harmoniosa; já no dia seguinte, 27/08, foi a vez do Major Veneziano receber o tópico “Nosso Lar: vínculo e afeto”.

De acordo com a coordenadora, a sequência das oficinas para o mês de setembro deve incluir a temática do Setembro Amarelo na programação. “É um tema delicado. Mas é preciso ser abordado. Estamos preparando um conteúdo de forma lúdica, especialmente voltado às crianças e adolescentes, que são o nosso público-alvo”, concluiu Ocelia Barros.