Algumas opções são criar pequenos rituais de leitura e visitar bibliotecas ou livrarias, por exemplo
O período de férias escolares é uma oportunidade de descansar a mente e aproveitar o tempo ocioso para o lazer saudável. Porém, as telas costumam ser tentadoras para crianças e adolescentes em virtude da diversidade de opções que oferecem para o entretenimento. Para alguns jovens, a leitura é vista apenas como uma obrigação escolar, mas pais e responsável podem apresentar esse hábito de maneira prazerosa.
De acordo com Marina Moraes, pedagoga, mestre em educação e docente do curso de Pedagogia da UNINASSAU Campina Grande, é importante incentivar a leitura durante as férias escolares. “O incentivo mais eficaz acontece quando a criança ou o adolescente percebe que ler pode ser divertido, relaxante e conectado aos seus próprios interesses e gostos pessoais. Algumas opções para os pais é criar pequenos rituais de leitura, como reservar 20 ou 30 minutos do dia para ler juntos, visitar bibliotecas ou livrarias, permitir que os filhos escolham os livros e conversar sobre as histórias sem transformar esse momento em uma avaliação”, recomenda.
Como as telas oferecem estímulos rápidos e constantes, é natural elas serem mais atrativas. Porém, o desafio dos pais não é estabelecer uma disputa entre livro e tecnologia, mas promover um equilíbrio saudável. “Ao invés de proibir o uso das telas, é mais produtivo organizar uma rotina contemplando diferentes atividades ao longo do dia, incluindo brincadeiras, esportes, convivência familiar e momentos de leitura. Também é importante evitar associar a leitura a uma punição ou obrigação. Quando a criança escolhe o livro e percebe que esse momento é prazeroso, a resistência tende a diminuir. Outro aspecto é as próprias tecnologias como aliadas, seja por meio de livros digitais, audiolivros ou aplicativos de leitura, se utilizados com intencionalidade e mediação dos adultos”, acrescenta Marina.
Segundo a docente da UNINASSAU Campina Grande, outra forma de incentivar a leitura é saber os temas de interesse dos jovens. “Permita que a criança escolha o livro. Quando ela exerce esse protagonismo, aumenta o sentimento de pertencimento e o interesse. Também é importante respeitar as indicações de faixa etária das editoras, pois consideram aspectos da linguagem, do conteúdo e da complexidade narrativa”, finaliza Marina Moraes.
Ascom Uninassau/CG






