O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), comentou nesta terça-feira (24) o encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o Carnaval, no Galo da Madrugada, em Recife, e afirmou que a definição sobre o cenário político no estado ficará para uma reunião formal após o retorno do chefe do Executivo nacional de viagem à Índia.

Segundo Azevêdo, a conversa foi rápida, mas Lula adiantou que pretende chamá-lo para tratar especificamente da conjuntura política da Paraíba. “A minha conversa com o presidente lá no Galo da Madrugada, em Recife, foi uma conversa rápida, evidentemente, mas o presidente me avisou que, assim que voltar da Índia, vai me convocar para uma reunião para que a gente possa ter essa definição das coisas políticas na Paraíba”, afirmou.

Questionado sobre uma possível oficialização de apoio do PT à candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado, além de sua eventual candidatura ao Senado, Azevêdo adotou cautela e reforçou que não trabalha com imposições.

“Eu tenho uma relação muito tranquila com o presidente. Não sou de colocar o tempo todo preços nem demandas no colo do presidente da República. As coisas acontecem com a naturalidade que têm que acontecer”, declarou.

O governador revelou ainda que Lula já manifestou, publicamente, que o enxerga como um bom nome para disputar o Senado. “Ele me vê, e diz isso publicamente, numa condição de um bom nome para o Senado, pela minha referência política na Paraíba. São palavras do presidente, não são minhas palavras, e isso me deixa muito tranquilo”, destacou.

Apesar das especulações eleitorais, Azevêdo afirmou que, até o início de abril, sua prioridade permanece sendo a gestão estadual. Ele ressaltou os indicadores fiscais positivos da Paraíba.

O governador enfatizou que a Paraíba encerra o ciclo administrativo com recursos em caixa, obras planejadas e estabilidade para atravessar o período eleitoral. “Nunca houve uma transição no estado da Paraíba em que o governador passasse o estado com as obras planejadas para o ano todo e os recursos na conta. Temos estabilidade e tranquilidade para enfrentar um ano político sem aperreio naquilo que se refere a fazer gestão pública”, afirmou.

Para Azevêdo, o momento é de celebrar os resultados administrativos, enquanto o debate eleitoral seguirá “no tempo certo”, após diálogo com o presidente da República.

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