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De acordo com estudos realizados Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), estima-se que uma em cada três mulheres e um a cada cinco homens no Brasil, co mais de 50 anos, tendem a serem diagnosticadas com osteoporose. O rápido envelhecimento da população é uma das principais causas apontadas pelo estudo, aliado a fatores como sedentarismo e deficiência de cálcio e Vitamina D, tão necessários ao fortalecimento dos ossos.

Segundo a mestre em Fisioterapia Cardiorespiratória Iara Tainá Cordeiro de Souza, docente do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Campina Grande, a osteoporose traz uma série de consequências para a vida do paciente, especialmente os idosos. “Diminuição dos níveis de atividade física, da qualidade de vida, consequente afastamento social, além do risco de quedas, que pode evoluir para casos de atenção terciária. Portanto, a Fisioterapia dedica bastante atenção à prevenção e ao cuidado da osteoporose”, sublinha.

Iara Tainá ressalta que, antes de pensar no tratamento da osteoporose, a melhor maneira de abordar o processo de adoecimento é por meio da promoção e prevenção da saúde no âmbito da atenção básica. “A Fisioterapia deve promover ações coletivas ou individuais voltadas à atenção aos idosos e à prática de exercícios físicos – vale destacar a diferença entre exercícios e atividade física. Quando a doença já está instalada, é necessário individualizar a prescrição de exercícios físicos, considerando a queixa e os objetivos do paciente, buscando principalmente o fortalecimento muscular e, consequentemente, o aumento da densidade óssea ou, ao menos, a desaceleração do processo da doença”, explica a docente.

Souza ainda lembra que um dos principais desafios no processo de tratamento dos pacientes é o receio de não realizar as terapias propostas, especialmente as que exigem força física. Outro ponto citado por ela é a dúvida que muitos ainda têm sobre a necessidade de indicação médica para o acompanhamento com o fisioterapeuta. “De acordo com a Resolução nº 80/1987, o fisioterapeuta é um profissional de primeiro contato, ou seja, cabe somente a ele a competência de elaborar o diagnóstico fisioterapêutico por meio da avaliação cinético-funcional. Portanto, não há obrigatoriedade de encaminhamento médico inicial”, ressalta.

 

Ascom Uninassau/CG