Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula reuniu profissionais da imprensa em um café da manhã no Palácio do Planalto nesta terça-feira (23/4). Na conversa, abordou o recente lançamento do programa Acredita, que busca ampliar o acesso ao crédito no país aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e às micro e pequenas empresas, e a expectativa de crescimento da economia brasileira, que conta com anúncio de quase R$ 130 bilhões de investimentos da indústria automobilística.

“O que fizemos ontem (lançamento do Acredita) foi fazer com que a roda gigante possa funcionar, envolvendo a grande maioria do povo brasileiro. É sem dúvida nenhuma, com o Desenrola, que a gente já tinha lançado, os mais importantes programas para fazer com que os créditos cheguem na mão das pessoas”, afirmou o presidente. “Estamos plantando desenvolvimento, geração de emprego, melhoria das condições salariais, melhoria do salário mínimo. Estou convencido de que vamos colher um sucesso extraordinário”.

Lula também ressaltou a convicção de que a economia brasileira vai crescer em 2024 mais do que o previsto por analistas econômicos. “E por que vai crescer? Porque as coisas estão acontecendo. Eu posso desafiar vocês a estudarem o que aconteceu no Brasil nesses últimos 14 meses e vocês vão constatar que nunca antes na história do Brasil houve uma quantidade de políticas de inclusão social colocada em prática, algumas que já tínhamos feito e que tinham desaparecido e que estão voltando agora”.

Confira algumas das principais respostas do presidente :

PROGRAMA ACREDITA — Ontem anunciamos o mais importante programa de crédito da história, o Acredita . É a oportunidade que estamos criando para colocar em prática aquela máxima que sempre digo: pouco dinheiro nas mãos de muitos é distribuição de renda. Um programa para que o pequeno empreendedor se torne empregador e gere renda para mais pessoas.

CRESCIMENTO ECONÔMICO — Estou falando isso no dia de São Jorge, no dia do padroeiro do meu Corinthians: a economia, em 2024, vai crescer ainda mais do que o previsto pelos pessimistas. E vai crescer porque estamos trabalhando para recompor políticas públicas importantes e construindo novas ações para melhorar a vida das famílias brasileiras.

PÉ-DE-MEIA — Ontem nós anunciamos mais uma coisinha no Pé-de-Meia, nós incluímos mais 1,2 milhão de meninos e meninas para receber o Pé-de-Meia . É, possivelmente, a coisa mais extraordinária que vai acontecer daqui a quatro ou cinco anos quando essa meninada terminar o ensino médio e poderem entrar numa faculdade com uma poupancinha que nós criamos para eles.

INVESTIMENTOS DE MONTADORAS — A gente recebeu anúncios de investimentos de R$ 129 bilhões no setor automobilístico, coisa que há décadas a gente não ouvia falar nesse país. O que se ouvia dizer é que a indústria automobilística iria seguir o caminho da Ford e iria embora do Brasil. O que aconteceu é que todas as empresas, todas, sem distinção, anunciaram investimentos. A última anunciou R$ 4,2 bilhões . Ou seja, numa demonstração de que o Brasil goza, hoje, de uma credibilidade externa que a gente não tinha nem nos meus primeiros dois mandatos.

REFORMA TRIBUTÁRIA — Ontem nós fechamos a proposta daquilo que vai para a regulamentação da Reforma Tributária. Vamos levar uma proposta que está de acordo com o governo. Obviamente que sabemos que quando chegar à Câmara pode ser mudada. As pessoas podem acrescentar, tirar ou votar do jeito que mandamos.

DEFESA DA DEMOCRACIA — Você não pode permitir que a negação das instituições prevaleça. As instituições que foram criadas para manter a democracia, por mais defeito que tenham, são extremamente importantes e precisam ser fortes. Nós estamos vivendo um novo período. Os setores de esquerda, os setores progressistas, os setores democráticos têm que se organizar, têm que se preparar. Estou tentando ver se a gente consegue fazer uma reunião com os chamados presidentes democratas, por ocasião da reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, para a gente definir uma estratégia de como vamos enfrentar o crescimento da extrema-direita e seus matizes. É um problema novo na política. E é um momento novo em que vale qualquer coisa, menos a verdade.

ARTICULAÇÃO COM O CONGRESSO — Estou convencido de que estamos numa situação de muita tranquilidade na relação com o Congresso Nacional. Não tem divergência que não possa ser superada. Todos os processos que o governo mandou para o Congresso foram aprovados. Eu estou convencido de que estamos numa situação de muita tranquilidade na relação com o Congresso Nacional.

ELEIÇÕES NA VENEZUELA — Na questão da Venezuela, está acontecendo uma coisa extraordinária. A oposição toda se reuniu. A oposição está lançando candidato único. Vai ter eleições. Eu acho que vai ter acompanhamento internacional sobre as eleições. Tem interesse de muita gente de querer acompanhar. E se o Brasil for convidado, participará do acompanhamento na perspectiva de que quando terminar essas eleições as pessoas voltem à normalidade. Ou seja, quem ganhou toma posse e governa. Quem perdeu se prepara para outras eleições. Eu fico torcendo para que a Venezuela volte à normalidade, para que os Estados Unidos tirem as sanções e a Venezuela possa voltar a receber de volta o povo que está deixando a Venezuela”.

MERCADO — Com todo o respeito ao mercado, eu gosto mais do Brasil do que o mercado. Eu quero mais bem ao futuro desse país do que o mercado. E o meu papel é fazer as coisas para que 203 milhões de brasileiros possam levantar todo dia de manhã, almoçar, tomar café, jantar, estudar. Então, não sou movido a mercado. Eu sou movido a soluções para o povo brasileiro. Sou movido por soluções ao povo pobre desse país, ao povo trabalhador, e à classe média, que é quem paga imposto de renda.

DIREITO DE GREVE — Ninguém será punido nesse país por fazer greve. Eu nasci fazendo greve. Então eu devo aos trabalhadores de São Bernardo o que sou hoje. Acho que é um direito legítimo. Só que eles têm que compreender que eles pedem quanto querem, a gente dá quanto a gente pode. E aí tudo volta ao normal. E eu espero que todo mundo volte a trabalhar. A gente está fazendo muitos concursos. A gente quer regulação das carreiras. E as coisas aos poucos vão entrando nos eixos.