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Entrar na academia, perder peso, fazer um curso, ler um livro por mês e meditar mais. Esses são alguns exemplos de objetivos que as pessoas colocam no final do ano, para realizar no início do outro, mas que, muitas vezes, por algum motivo, não é concretizado. Há quem talvez sinta uma frustração, que pode acarretar em um problema psicológico maior, como crises de ansiedade.

Mas, antes de definir um objetivo, é preciso entender por que realizar essa meta é importante. É o que orienta a psicóloga Renata Pimentel, Doutora em Psicologia Social e docente da UNINASSAU Campina Grande. “É preciso reconhecer que não se trata das listas que construímos, mas o que elas significam e como nos posicionamos frente a elas. Lidar com a frustração de não ter alcançado metas é necessário, para ter a capacidade de reprogramar, avaliar o que nos impediu, e traçar novos planos”, pontua.

Renata destaca que mesmo em casos, aonde a pessoa se sente incapaz, ao analisar toda a situação desfavorável (condição financeira, saúde, crenças limitantes e outros) em sua volta, a palavra-chave é autoconhecimento. “Quando nos conhecemos, conseguimos identificar as crenças limitantes. A capacidade de enfrentamento de situações estressoras depende da avaliação realizada da situação em si. As estratégias de enfrentamento podem ser aprendidas, usadas e adaptadas a cada situação, o que permite à pessoa mudar suas ações e seus pensamentos diante das situações estressantes”, destaca.

Por fim, a psicóloga diz como enfrentar as frustrações que podem surgir ao longo da caminhada. “Falhar ou passar por momentos difíceis são situações corriqueiras. Não há uma vida sem problemas, sem desafios, sem dificuldades. Pode-se até pensar, por exemplo, que os problemas não existiriam se a Mega Sena da virada fosse sua. Ela poderia ajudar muito, em especial nos aspectos financeiros, mas dificilmente os problemas não existiriam. Mudariam os problemas, mas eles não deixariam de existir.”

 

Ascom Uninassau/CG